2.8.09

Louis Eschenauer - Bordeaux - 2002

Tinto.
Medoc, França.

Gostamos do vinho. Com aroma amadeirado e traços de caramelo. Com paladar equilibrado, não há características de envelhecimento. Em degustação às cegas, falaríamos ser vinho do ano de 2004 ou 2005, não falaríamos ser jovem ou velho...

26.7.09

Les Dorinnes - Cotes Du Rhône - 2001




Tinto. Syrah, França.

A parte boa é o seu custo benefício. Muito bom vinho por excelente preço, faixa de 30 reais. Já não está mais no seu auge, mas continua com o paladar agradável, leve ácido e no aroma percebemos madeira, defumado.

5.7.09

Domaine Voarick - Bourgogne - 2006

Tinto. Pinot Noir, França.

Gostamos muito dos Bourgognes todos e esse exemplar nos agradou muitíssimo... No aroma, percebemos goiaba madura e cereja. Desenvolveu com o tempo. Na boca tem ácido presente e menos taninos, mas que não desagradou. Bom custo benefício. Temos outra garrafa guardada.

31.5.09

Gerovassiliou - Chardonnay 2005

Epanomi, Grécia.

Um chardonnay muito bom e bem típico. Brilhante, com um tom amarelo vívido e nuances esverdeadas. Aroma marcante, cítrico, um pouco amadeirado, com toque de mel.

Na boca é bem equilibrado, com acidez agradável e persistência mediana. Se este vinho tivesse um pouco menos de acidez ficaria chato. Mas não, a acidez faz dele um vinho admirável.

É um bom exemplar da chardonnay. Nos lembrou um pouco o Salentein Chardonnay, que é um vinho excelente e marcante, argentino. Só que este vinho grego é um pouco menos encorpado, mais leve e elegante em comparação com o argentino.

Compramos na Mistral e é uma boa dica, apesar do preço mais salgado. A Grécia tem nos surpreendido com seus bons vinhos, e para quem quer sair do circuito tradicional com uma qualidade surpreendente, esta é uma boa dica.

30.5.09

Salentein - Pinot Noir - 2003

Tinto. Mendoza, Argentina.

Salentein não tem erro. É sempre bom e, infelizmente, sempre caro. Este Pinot tem aroma complexo, vínico, amadeirado, discretamente frutado, um pouco alcoólico, o que deixa o aroma um pouco picante, lembrando talvez especiarias.

Na boca é equilibrado, tânico na medida, ácido na medida, e o amargor dá uma persistência muito boa. É um pouco frutado na boca, o que para nós não é um bom referencial, mas não chega a ser um vinho maçante, pelo contrário, é um vinho que continua bom ao longo da garrafa.

Vale a pena conferir, mas entre os tintos Salentein continuamos preferindo o Merlot, que é um vinho realmente surpreendente.

Marsala - Cantine Florio - Vecchioflorio

Itália, 2003. Branco

Fortificado, cor acobreada, aroma amadeirado, um pouco de tostado. Na boca é seco, bastante persistente e um pouco amargo. É um vinho interessante que se parece com um Madeira, mas é menos doce. Bom aperitivo, para o meu gosto atual melhor que o Porto. Desculpem, é que o Vinho do Porto está mal na fita comigo ultimamente...

Chateau Ksara - Reserve du Couvent

Libano. Tinto. 2004.

Um belo vinho, comprado no Carrefour. Compramos na seção dos produtos fora de linha.

É um vinho com qualidade muito boa, aroma vínico um pouco amadeirado e equilibrado na boca. Um vinho encorpado, sem residual doce, não é frutado.
Já havíamos tomado antes, já postado neste blog, e repetimos a dose. Da primeira vez achamos bom, e agora confirmamos.

Não é muito comum encontrar vinhos libaneses, apesar do país ter diversas cepas autóctones e fazer parte de toda história do vinho, desde a antiguidade. O Líbano sempre cultivou uvas e sempre fez vinho, de maneira que não deveiria ser nada surpreendente bons vinhos virem de lá, apesar de sua conturbada história recente, enfrentando a violência e a guerra em uma região instável.

Angheben - Espumante Brut - Branco

Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil.

O que pode se esperar de um ótimo espumante? Certamente pode-se encontrar neste vinho. Seco, com acidez perfeita, borbulhas fartas e leveza admirável.

Um excelente vinho para qualquer ocasião, principalmente para as que pedem um espumante excelente. É um espumante quase perfeito. Só não é perfeito porque não é de graça.

Braccale - Jacopo Biondi Santi

Maremma. Itália.
Tinto, 2005.

Um vinho bonito, no rótulo e na taça. Aromas vínicos e vegetais, com algo intrigante, lembrando couro as vezes. Na boca é equilibrado, com amargor bem presente, do jeito que eu gosto, e um pouco frutado, mas bem pouco. Encorpado, com taninos perceptíveis e boa persistência.

Comprado na Mistral. É um bom vinho, com qualidade compatível com a sua faixa de preço. boa indicação do Marquinho.

Fino Sherry - Fernando de Castilla

Espanha. Branco.

Um Jerez muito seco, com forte aroma mineral. É um vinho sempre interessante. Lembra um pouco um destilado, o alcoól é bem presente, no aroma e na boca. É um aperitivo que adoro tomar enquanto estou cozinhando.

Adoro os vinhos fortificados - que recebem acréscimo de álcool durante o processo de vinificação - e ultimamente tenho gostado menos do Porto, que está muito doce para o meu paladar. Costumo preferir o Porto Tawny em relação ao Rubi.

O Jerez seci é o oposto: branco e nada de açúcar! As vezes misturo um pouco de Jerez com Porto, que dá uma mistura bem interessante.

23.5.09

Kientzler - Vin D`Alsace 2004

Branco, Pinot D'Alsace.
França.

Um vinho diferente, com aroma intrigante, lembrando floral, mineral, frutas cítricas, frescas. Na boca tem boa acidez, totalmente seco, sem residual de açúcar e com uma sensação mineral bem presente. O mineral também pode ser sentido no retrogosto, de maneira tal que lembramos do Jerez e do Jura. Porém a cor é palha, claro, diferente dos vinhos de tipicamente minerais.

Um vinho realmente interessante, que vale muito a pena ser provado, pela diferença que representa em relação aos vinhos mais comuns. É um vinho mais caro, mas com atrativos suficientes para justificar o seu preço. Compramos na Grand Cru de Brasília.

Santa Rita - Floresta 2006

Chile, Valle de San Antonio.
Branco, Sauvignon Blanc.

Um Sauvignon Blanc típico, com aroma um pouco discreto, frutado, evocando sensações cítricas. Na boca é um vinho leve e muito agradável, com acidez equilibrada, com leve residual doce, e uma persistência entre média e longa.

É um bom vinho, muito agradável, mas falta alguma personalidade para ser vinho superior.

17.5.09

Cabriz Reserva 2005.

Portugão, Dão.
Tinto, Touriga Nacional, Afocheiro, Tinta Roriz.

Um vinho com o preço acima da sua qualidade. Aroma vínico, com um toque de frutas vermelhas e um pouco alcóolico. Na boca é frutado, tem resquícios de açúcar, com pouca acidez e pouco amargo. Desequilibrado.

Não achamos que este seja um bom vinho, nem que esteja compatível com o preço. Se estivesse bem barato talvez teríamos achado justo, mas certamente não uma ótima compra.

Salentein

Argentina, Mendoza, 2002
Tinto, Merlot

Muito bom vinho. Seu aroma não é muito aberto, precisamos nos concentrar... percebemos cereja e cognac. Seu álcool é presente, graduação de 14,5%. Na boca é muito saboroso, com ácidez equilibrada, amargor presente e também equilibrado. Gostamos! Ainda dá para guardá-lo mais um pouco, não está no auge ou decadência. Em alguns comentários que lemos sobre esse rótulo, trazem sobre frutas negra no aroma... achamos que precisamos conhecer mais aromas das frutas negras...

9.5.09

Terranova - Miolo Brut. Brasil

Branco, Espumante Brut - Vale do São Francisco, Bahia, Brasil.
Cepas: Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Verdejo.

Opa, um dos bons espumantes brasileiros. Surprendente por ser do Vale do São Francisco, com um bom custo benefício.

É um pouco doce para um brut, mas muito agradável em todos os goles. A Chenin é bem perceptível e marca o sabor. Poderia ser um pouco mais ácido, pois daria um balenceio melhor com o residual doce.

A Chenin não é tão doce quanto a Moscatel ou a Torrontés, mas é da mesma "família" de aromas e sabores. A Chenin não é tão frutada quanto as outras, mas mantém a suavidade na boca.

Seu aroma é doce e suas borbulhas não são muito fartas, mas são constantes. É uma boa opção para agradar a todos, mas talvez deixe de agradar os apreciadores de um espumante brut mais seco ou austero: este vinho está mais para o gosto de vinho leve.

Garcia Viadero, Albillo. Espanha.

Branco, 2006.

Um vinho diferente, mas semelhante, já que nos lembrou Chadornnay no aroma. Diferente por sua origem: branco espanhol feito por uma vinícola liderada por duas mulheres, uma enóloga e outra a diretora comercial. Elas herdaram do pai o vinhedo e continuaram a produzir os vinhos, mas com o seu toque feminino.

O vinho tem uma coloração diferente, única, singular. Pois é um branco, claro, brilhante, mas opaco. Opaco e bonito. Parece a cor de um chá verde fraco, só que mais brilhante e translúcido.

No nariz é ácido, lembra frutas cítricas, talvez algo assemelhado ao abacaxi ou maracujá. Lembra vagamente pera também. O aroma paira sobre as frutas frescas ácidas, mas tem um pouco de doçura também, e ao abrir, depois da metade da garrafa, aparece um pouco de floral, discretamente.

Na boca lembra um chardonnay de meia idade, apesar de ser 2006. É fácil, leve, equilibrado, com uma boa presença de acidez e um leve residual de açúcar. Nós gostamos muito do vinho e achamos uma boa compra pelo preço.

Compramos na Grand Cru de Brasília, perto do Pátio Brasil. Gostamos da compra e repetiríamos se a oportunidade fosse boa.

2.5.09

Angheben, Pinot Noir. Brasil, 2008.

Brasil, Rio Grande do Sul. Tinto.

Um bom Pinot brasileiro, que se compara aos bons Pinots do novo mundo, como os Neo Zelandezes. Mais elegante e mais leve que os semelhantes da América do Sul, mas com o mesmo aroma de fruta vermelha madura, notadamente goiaba.

Na boca é equilibrado e com persistência média, e bem agradável durante todo o tempo de degustação. É um vinho brasileiro que merece atenção, pois é melhor que semelhantes mais caros do novo mundo. Para o nosso paladar ainda não consegue superar os borgonhas mais baratinhos, de custo semelhante ou muito pouco a mais.

Navarro Correas - Chardonnay. Argentina, 2004.

Argentina, Mendoza. 2004.
Branco, Chardonnay.

Um vinho bem interessante. Com aroma frutado, cítrico porém maduro, com leve lembrança de mel. Na boca untoso e ácido, com envelhecimento perceptível, mas ainda agradável.

Compramos na Casa Ouro, no Gilberto Salomão, em Brasília. Bom custo benefício.

Quinta D'Almargem. Ribantejo, Portugal. 1997

Portugal, Ribantejo, 1997. Tinto.

Compramos na Brilho, em Brasília. Já passou um pouco do seu auge, mas ainda está muito bom. O aroma é complexo, lembrando madeira e aromas típicos de vinhos velhos, como caramelo, tostado, licor e fumo de corda. Na boca um pouco mais ácido do que o equilíbrio demanda, mas ainda bem vivo e agradável até o último gole.

Para nós um bom vinho não cansa ao final da garrafa, pelo contrário, dá vontade de tomar mais um golinho. Este vinho chegou ao final bem, sugerindo mais um golinho. É um bom custo benefício.

Naoussa Boutari

Grécia, 2004.
Tinto, Xinomavro.

Vinho surpreendente! Com aroma complexo, madeira, lembra um borgonha, na cor e translucidez também. Bem equilibrado, bom custo benefício. Compramos em uma loja chamada Bordeaux, em Brasília, importado pela Vinci.